sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Servidores a pão e água

Assim como a maioria do funcionalismo público alagoano, os servidores do IZP foram absolutamente ignorados no governo tucano de Teotônio Vilela Filho. Apesar das inúmeras tentativas da Associação do Trabalhadores (ATRIZP) em sensibilizar o ocupante do Palácio dos Martírios para as terríveis conseqüências do brutal achatamento salarial, que já entra no quinto ano, o governador se manteve irredutível, tratando os funcionários como peças absolutamente descartáveis da administração estadual.
Ainda está vivo na memória de todos o comportamento abominável de Guilherme Lima, Secretário da Gestão Pública, que depois de afirmar para a diretoria da ATRIZP que o dinheiro para o reajuste salarial já estava liberado pelo governador, foi à Assembléia Geral dos Trabalhadores do IZP, realizada no Teatro Linda Mascarenhas, em novembro de 2008, dizer que nunca havia dito tal coisa.
Mas a farsa durou pouco. Foi desmascarado no dia seguinte, quando a Associação apresentou uma gravação, feita um mês antes no gabinete dele, onde o secretário, em alto e bom som, afirma para os representantes da ATRIZP que a verba já estava disponibilizada e que o reajuste seria dado ainda em 2008.
Para que se tenha uma idéia de quanto dinheiro perdemos nesses três anos e meio de desgoverno Teo, elaboramos tabelas como as seguintes situações:
salários atuais das três faixas, acrescidos somente da reposição inflacionária entre 1º de janeiro de 2006 e agosto de 2010, com projeção até 31 de dezembro do corrente ano, segundo dados do INPC, que, de acordo com os economistas consultados pelo O Tagarela, são os mais apropriados para este tipo de cálculo, e que perfazem, até esta data, 21,57 %.
A segunda tabela mostra quanto estaríamos ganhando agora se o governo tivesse dado, no mínimo, 5% de aumento por ano, a partir 2006, sem reposição inflacionária.
Na terceira tabela estão explicitados os salários com a reposição inflacionária dos últimos três anos e meio, mais a projeção até 31 de dezembro de 2010 (total de 21,57%), acrescida de pelo menos 5% de reajuste. Lembrando que, nos três casos, não aplicamos os acréscimos vencimentais obtidos pela natural mudança de letras previstos em lei e já alcançados por alguns servidores.

Téo Vilela e Guilherme Lima, uma dupla que o
servidor alagoano quer esquecer

Clique nas tabelas abaixo, compare os salários de cada faixa desde 2006, e veja quanto você perdeu no desgoverno de Teotônio Vilela Filho.

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