sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Tagarela - Edição nº 1

Editorial


O Tagarela nasce da necessidade de se mostrar o IZP real ao público externo. Até agora o povo de fora só conhece O IZP retratado pela subserviente ASCOM nas páginas do Diário Oficial. Lá, o Instituto ganhou ares de Ilha da Fantasia, onde tudo funciona como relógio suíço e os funcionários estão sempre satisfeitos, felizes e saltitantes.

Já o IZP real é bem diferente. Emperrado pela falta de investimentos em equipamentos que permitam que as emissoras públicas funcionem com um mínimo de qualidade, somado ao descontentamento dos trabalhadores, que, sufocados por salários congelados há quatro anos estão desmotivados e sem esperança, a Autarquia definha a cada dia, apesar das maquiagens eleitoreiras de ocasião.
Enquanto se aguarda por um novo governo que retome o respeito pelo IZP e trate o Instituto como coisa séria, O Tagarela abre, hoje, nesta sua primeira edição, o espaço que foi tirado dos servidores em 28 de outubro de 2009.
Naquela data, a presidência trancafiou os quadros informativos da repartição, impedindo a ATRIZP, legitima representante dos izepenianos concursados, de se manifestar. A censura inominável e perversa foi o presente que o trabalhador do IZP recebeu no Dia do Funcionário Público.
Portanto, o papel que cabe a este jornal está definido em “O que é O Tagarela”, postado ao lado, acrescentando que nosso dever, entre outras coisas, é ter uma visão crítica dos problemas que nos cercam, debatê-los e encontrar soluções, jogando luz sobre as trevas na intenção de transformar o negrume em claridade.

Artigos

Cochichando para a Capital

*Mácleim Damasceno

Os fatos demonstram, sem qualquer sofisma, que aqui se confunde a expressão ‘política pública’ no lugar de ‘política governamental’, ou ainda ‘política de governo’
“A verdadeira constituição das coisas gosta de ocultar-se.” A essa conclusão chegou Heráclito de Éfeso e, agora, cai como uma luva para ilustrar o que vem a seguir. Pois bem, recentemente, recebi uma ligação, em meu celular, de alguém que não conheço e que sequer se identificou. O tal senhor estava bastante aborrecido. Perguntou se eu era eu mesmo e se trabalhava na Rádio Educativa FM. Respondi que sim para ambas as perguntas. Ele, num tom de cobrança, de pronto, mandou um solo mais ou menos assim: “Porra! O que está acontecendo? Estou aqui no centro e não consigo mais sintonizar a rádio, não pega mais...”
Respirei fundo, me imaginei na Educativa (por coincidência estava de férias), no meu horário de trabalho, na condição de servidor público consciente de que a minha obrigação primeira é prestar um bom serviço e satisfação ao contribuinte que paga o meu salário. Esperei o ouvinte terminar seu solo e dei a mesma resposta que tenho repetido – há pelo menos quatro anos – para ouvintes que não são do meu círculo de amizade e fazem o mesmo tipo de reclamação. Portanto, não fui além de uma justificativa técnica. Ou seja, o transmissor da Rádio Educativa tem mais de 20 anos, já deu o que tinha que dar e não presta mais para nada, além de causar problemas reincidentes. Aliás, se o saudoso Sandoval Caju fosse vivo, e trabalhasse na Educativa, ele faria a mesma locução que fez ao se despedir de uma rádio local. Ele diria: “ZYC 107,7. Rádio Educativa FM,  falando para a capital e cochichando para o interior”. E olhe lá, no caso da Educativa, poderia ser: falando para o CEPA e cochichando para o resto da capital.
Quero deixar bem claro que, a partir deste parágrafo, não escrevo apenas como servidor do Instituto Zumbi dos Palmares, IZP. Escrevo, sobretudo, como cidadão ciente do que a Constituição do nosso país nos faculta em direitos e deveres, que preserva sua consciência crítica e jamais se furtará ao exercício da liberdade de expressão. Principalmente, ao perceber claramente a pertinência da máxima determinada por Heráclito de Éfeso, no que se refere ao tema abordado aqui. Faço essa ressalva, pois, por mais de uma vez, fui vítima de censura dentro e fora do IZP.
Mas o que de fato se oculta por trás da precariedade técnica nos veículos de comunicação do IZP? Sobretudo, a rádio e a TV Educativa? Ora, seria ingenuidade ao extremo, ou então subserviência extremada ao establishment, responsabilizar os servidores desta autarquia que, a despeito das condições adversas - os que resistem e permanecem lá -, cumprem suas funções com profissionalismo, abnegação e brilhantismo. Portanto, o xis da questão chafurda no viés da gestão de um governo neoliberal que, a exemplo do que também tem acontecido no Estado de São Paulo, com a TV Cultura e Fundação Padre Anchieta, silenciosamente promove o desmonte, subjuga e fragiliza o IZP como um todo. É como se dissessem: tudo bem, já que é complicado politicamente acabar com o IZP, deixemos que continuem produzindo conteúdo de qualidade, porém, não necessariamente precisa chegar à população. Transformemos, pois, em Tântalos.
Sabemos que o conceito de política pública, pelo menos nos países avançados, implica em tudo aquilo que está protegido dos governos e é considerado uma conquista da sociedade. É evidente, e os fatos demonstram, sem qualquer sofisma, que aqui se confunde a expressão ‘política pública’ no lugar de ‘política governamental’, ou ainda ‘política de governo’. É por isso que o estado utilitarista volta seus olhos de harpia para a Rádio Educativa, por exemplo, quando é para impor um programa chapa-branca, em ano eleitoral, estabelecendo assim um ridículo paradoxo, pois esquece que o feitiço também vira contra o feiticeiro.
Ao ouvinte, ao telespectador, evidentemente, não lhe cabe a noção de como a precariedade na sintonia e alcance da Educativa FM e da TV Educativa, não passam da ponta do iceberg. É um dos efeitos de uma política de governo cujo interesse parece estar voltado para o privilegio econômico - com o dinheiro dos contribuintes - de alguns veículos de comunicação comercial (talvez até por afinidades familiares), em detrimento do fortalecimento da rede pública de comunicação.
Seria bom que aquele pertinente e revoltado fosse um dos leitores aqui do O Tagarela, pois, provavelmente, não será através das ondas raquíticas da Educativa FM que ele terá a possibilidade de ver socializada a informação e promovido o debate – não enquanto as coisas permanecerem como estão.

* é programador musical, estudante de jornalismo e músico.


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Lembrete à memória

* João Marcos Carvalho

Domingo, três de outubro, o Brasil vai às urnas. Com um simples voto, arma eficaz da democracia, você pode mudar o destino do seu estado e do País. Mas bancar o agente transformador da história não é tarefa fácil nos dias que correm. Em uma terra onde a luta ideológica se esfarelou e os ideais políticos se confundem com negociatas de cabaré, o caos se apresenta nu e teso.
A solução? Recorrer à memória. Isso mesmo, caro leitor... à memória! No caso específico de Alagoas, se não há quase ninguém confiável em quem votar, vamos lembrar em quem não votar.
Nos últimos cinco anos, a Polícia Federal, por meio de operações bem-sucedidas, meteu na cadeia uma vintena de políticos acusados de roubar dinheiro da merenda escolar e de desviar 302 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa.
Valendo-se dos atalhos generosos da Justiça, gabirus e taturanas estão em liberdade e caçam seu voto com apetite famélico. Entre eles, assassinos psicopatas, chefes de quadrilha, assaltantes de banco, salteadores de estrada e exploradores da prostituição infantil.
Esses marginais de luxo, que garantem a impunidade bancando caros advogados pagos com o dinheiro roubado do povo miserável deste estado falido, contam com a amnésia do eleitor para continuar enriquecendo e delinqüindo.
Devastado pela violência, Alagoas é, dos estados nordestinos, aquele onde a vontade dos “coronéis” ainda é muito visível. Sua Casa Legislativa não passa de um desmoralizado balcão de negócios. Ressalvadas as raríssimas exceções, se tornou abrigo seguro para bandidos e pistoleiros, um covil do crime organizado cujos chefes, pasmem, estão blindados contra os incômodos da Justiça, através de lei especialmente criada para atender a esse fim.
E é dessa forma, na bala e na tabica, que muitos parlamentares pretendem se reeleger. Não vão medir esforços para continuar no poder. Ética, civilidade e democracia são verbetes que não figuram em seus dicionários, se é que, algum dia (apesar de conterrâneos de Aurélio), eles folhearam um.
Pois é, leitor, três de outubro se aproxima veloz. Não perca a chance de dar um freio de arrumação na política de sua terra. Você tem dois dias para pensar. Enxotar os vermes da Assembléia alagoana, demitir a medíocre bancada federal e afastar senadores inoperantes é dever do cidadão consciente. É a oportunidade única que o regime democrático lhe oferece para interferir diretamente nos destinos regionais e nacionais. Lembre-se: o trem da história custa a passar e, às vezes, quebra pelo caminho. Portanto, saltar para dentro dele é uma questão de honra.

* é jornalista e historiador

Informe especial

Ações jurídicas encampadas pela ATRIZP

* João Valente Dias

Aproveitando o ensejo, levo ao conhecimento dos trabalhadores do IZP que a Assessoria Jurídica da ATRIZP tem buscado incessantemente encontrar quaisquer meios para defender os interesses dos companheiros.
Não podemos falar em prestação de contas, pois até hoje nunca recebemos remuneração alguma pelos serviços prestados. Tampouco se trata de uma cobrança, já que conhecemos as dificuldades pelas quais os servidores públicos de Alagoas atravessam. Sabemos, também, da dificuldade em estabelecer-se como Associação quando a maioria das pessoas somente reconhece resultados e não valoriza os esforços expendidos por todos os Coordenadores, que oferecem seu tempo e energias numa batalha desigual. Desigual no que se refere a estrutura. O governo conta com milhares de servidores obrigados a trabalhar conforme as exigências do Executivo, a ATRIZP tem dez Coordenadores que, devido à baixa remuneração, têm que acumular suas obrigações no IZP com uma dupla ou tripla jornada externa, somadas às atividades voluntarias para a Associação.
Desigual quanto a meios, o governo gasta milhões comprando espaço nas grandes redes de comunicação do estado, contratando publicitários, até mesmo pagando formadores de opinião para fazer sua política parecer menos predadora. Estamos lançando este jornal e dependemos do seu interesse para que o leia. Persistimos tenazes otimistas. Confira:


Ação 1/40 - Levando em conta que não é possível exigir que o governo honre com o dispositivo constitucional que visa resguardar o salário do servidor público contra as perdas inflacionárias, qual seja a Data Base, pois o Legislativo nunca implementou o artigo constitucional; levando em conta que há servidores que recebem um subsídio menor que o salário mínimo e, finalmente, tendo em consideração que este grupo que até hoje ocupa o Palácio dos Martírios falta com a verdade para com o servidor público em suas legítimas exigências e, por tanto, não permite que o diálogo transcorra, propusemos, ante o Tribunal de Justiça, um Mandato de Segurança que reivindica que o subsídio mínimo de todo servidor público alagoano seja de R$ 600,00.

Ação Periculosidade – Os Técnicos do IZP trabalham continuamente expostos a alta voltagem, perícia feita em 22 de setembro de 2005 assim comprova. Em 17 de novembro de 2005, a então procuradora autárquica, Dra. Roberta L. Barbosa Bonfim, respondendo a processo administrativo proposto por Sandro Carvalho Torres, se posicionou pela concessão do adicional e inclusive pelo pagamento do retroativo. Acontece que o parecer foi levado à manifestação da Procuradoria Geral e esta indeferiu o pedido. Desta forma, elaboramos uma ação jurídica que hoje tramita na 18ª Vara Cível da Capital. Esperamos, assim, que os técnicos que executam manutenção preventiva/corretiva e controle de funcionamento, estando expostos à eletricidade de alta tensão, tenham seus salários aumentados em 30 ou 40%.

* É cinegrafista de TV e bacharel em Direito.

Os candidatos do povo








Servidores a pão e água

Assim como a maioria do funcionalismo público alagoano, os servidores do IZP foram absolutamente ignorados no governo tucano de Teotônio Vilela Filho. Apesar das inúmeras tentativas da Associação do Trabalhadores (ATRIZP) em sensibilizar o ocupante do Palácio dos Martírios para as terríveis conseqüências do brutal achatamento salarial, que já entra no quinto ano, o governador se manteve irredutível, tratando os funcionários como peças absolutamente descartáveis da administração estadual.
Ainda está vivo na memória de todos o comportamento abominável de Guilherme Lima, Secretário da Gestão Pública, que depois de afirmar para a diretoria da ATRIZP que o dinheiro para o reajuste salarial já estava liberado pelo governador, foi à Assembléia Geral dos Trabalhadores do IZP, realizada no Teatro Linda Mascarenhas, em novembro de 2008, dizer que nunca havia dito tal coisa.
Mas a farsa durou pouco. Foi desmascarado no dia seguinte, quando a Associação apresentou uma gravação, feita um mês antes no gabinete dele, onde o secretário, em alto e bom som, afirma para os representantes da ATRIZP que a verba já estava disponibilizada e que o reajuste seria dado ainda em 2008.
Para que se tenha uma idéia de quanto dinheiro perdemos nesses três anos e meio de desgoverno Teo, elaboramos tabelas como as seguintes situações:
salários atuais das três faixas, acrescidos somente da reposição inflacionária entre 1º de janeiro de 2006 e agosto de 2010, com projeção até 31 de dezembro do corrente ano, segundo dados do INPC, que, de acordo com os economistas consultados pelo O Tagarela, são os mais apropriados para este tipo de cálculo, e que perfazem, até esta data, 21,57 %.
A segunda tabela mostra quanto estaríamos ganhando agora se o governo tivesse dado, no mínimo, 5% de aumento por ano, a partir 2006, sem reposição inflacionária.
Na terceira tabela estão explicitados os salários com a reposição inflacionária dos últimos três anos e meio, mais a projeção até 31 de dezembro de 2010 (total de 21,57%), acrescida de pelo menos 5% de reajuste. Lembrando que, nos três casos, não aplicamos os acréscimos vencimentais obtidos pela natural mudança de letras previstos em lei e já alcançados por alguns servidores.

Téo Vilela e Guilherme Lima, uma dupla que o
servidor alagoano quer esquecer

Clique nas tabelas abaixo, compare os salários de cada faixa desde 2006, e veja quanto você perdeu no desgoverno de Teotônio Vilela Filho.

Tabelas salariais











Eleições 2010

Não vá às urnas sem antes ler esta página

Refrescando a memória

Segundo o blog do jornalista Odilon Rios, advogados de uma produtora da Paraíba encaminharam uma notificação extrajudicial ao deputado federal e candidato ao Senado, Benedito de Lira (PP). Ele é acusado de usar ilegalmente imagens institucionais do Governo paraibano em seu guia eleitoral.
Eles dizem que as imagens usadas na televisão, no guia de Benedito de Lira, mostrando escolas, hospitais e construção de casas - apontando como obras do deputado em execução por todo o Estado de Alagoas - não foram filmadas aqui, mas, sim, pelo Governo da Paraíba, em agosto de 2009.
A empresa em questão é a Hit's Produções Ltda. Ano passado, foi contratada pelo Governo da Paraíba para mostrar as realizações do Executivo. Chamou atores, elaborou cenários.
O blog teve acesso às imagens paraibanas e alagoanas, mostradas no guia de Benedito de Lira. Elas são idênticas.
"Houve lesão de direito autoral. Os atores foram contratados para usar suas imagens na Paraíba, não em Alagoas. Pedimos ressarcimento", disse o advogado da Hit's Produções, Sheyner Yasbeck Asfora. Ele viajou hoje, de Alagoas a Paraíba. Antes, entregou a notificação extrajudicial no comitê do deputado.
Ouvida pelo blog, a assessoria de Benedito de Lira negou que as imagens mostradas no Guia Eleitoral sejam plagiadas. Teriam sido feitas este ano pela produtora alagoana VTK Produções.

Clique nos endereços abaixo e tire suas conclusões.


Segundo a Controladoria Geral da União – CGU, cerca de 40% dos recursos federais que vão para Alagoas são desviados. De acordo com a Polícia Federal, este volume pode chegar a 50%. Leia mais em:

O esquema fraudulento descoberto pela Operação Sanguessuga, da PF, e que se baseava na venda irregular de ambulâncias pela empresa Planam, em pelo menos 100 cidades de 11 Estados brasileiros, envolve o nome de 64 parlamentares - um senador e 63 deputados. Denunciados: Benedito de Lira, Helenildo Ribeiro (já falecido) e João Caldas. Leia mais em:

Na Operação Taturana, a Polícia Federal indiciou, e a Justiça está processando, nove deputados estaduais de Alagoas, acusados de integrar uma organização criminosa que desviou R$ 320 milhões nos últimos cinco anos da folha de pagamento da Assembléia Legislativa. Segundo o delegado da PF Jandelyer Gomes, que presidiu o inquérito, há provas robustas contra Antônio Albuquerque, Artur Lira (filho de Benedito de Lira), Cícero Ferro, Edval Gaia, Maurício Tavares, Marcos Ferreira, João Beltrão, Nelito Gomes de Barros, Dudu Albuquerque e Isnaldindo Bulhões. Leia mais em:

O modus operandi da organização criminosa dos Taturanas era passado de pai para filho, típico da máfia siciliana. É o caso dos deputados Benedito de Lira (federal) e seu filho Artur Lira (estadual), que sempre fizeram dobradinha nas eleições e também nas trampolinagens com dinheiro público. Em tempo: Bil de Lira e seu filhote são apoiados, nesta eleição, pelo governador Teotônio Vilela. Leia mais em:

Escândalos envolvendo presidentes são mais comuns do que os eleitores gostariam. Nosso primeiro presidente civil eleito por voto direto depois da ditadura militar foi também o primeiro a sofrer um processo de impeachment por corrupção. O caso envolvendo Fernando Collor de Mello estourou em outubro de 1991 e o processo de cassação começou sete meses depois. Em setembro de 1992, o povo, de cara pintada, foi às ruas e enxotou Collor do Planalto. 

Todos os Estados da Nação recebem verbas federais. Mas Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte, por exemplo, estão bem mais desenvolvidos que Alagoas. A grande diferença é que aqui nossos corruptos são mais esfomeados. Já tivemos presidente do Brasil e do Senado, e Alagoas nada ganhou com isso. Muito ao contrário, virou motivo de vergonha e gozação nacional. Com a permanência destes no poder nunca avançaremos de verdade.



Justiça confirma:

Ronaldo Lessa é candidato ao governo do Estado.





Campanha contra corrupção eleitoral
chega às feiras livres de Alagoas

Salt Mambembe se apresenta em feiras livres

Uma iniciativa pioneira em Alagoas tem levado informação e conscientização aos pequenos agricultores e pecuaristas do interior sobre o voto livre e a segurança da urna eletrônica no processo eleitoral. Pesquisa recente divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL) revela que 72% dos eleitores são analfabetos. Assim, ao invés da simples distribuição de panfletos e cartilhas educativas, o teatro mambembe vai às feiras livres.
O projeto Salt Mambembe do Instituto Sal da Terra (Salt) é uma ONG que há três anos trabalha a consciência crítica dos alagoanos com fins na construção de uma realidade melhor, tem percorrido os municípios do interior onde apresenta a peça.
João Luis Valente, nosso companheiro aqui do IZP e diretor da ONG, explica que até o último pleito as campanhas dirigidas à população enfatizavam a punição para eleitores que vendem o voto como forma de coibir a corrupção eleitoral. “Essas campanhas apenas tornavam claro que o eleitor era o grande vilão do processo eleitoral e deveria ser punido. O que não surte muito efeito, tendo em vista que os eleitores sabem que os políticos não vão parar de oferecer benefícios materiais em troca do voto. Quem está passando fome e desamparado, sem poder contar com os serviços de saúde, não vai dispensar uma consulta médica, nem comida, ninguém diz não”, diz o diretor.
Ainda segundo Valente, muitos eleitores ainda trocam votos por benefícios materiais. Por este motivo a ONG resolveu fazer uma campanha com informações sobre a segurança do voto. “Sabemos que ainda existe a relação de dependência entre os pobres e os patrões, por exemplo, os famosos currais eleitorais. Sabemos que isso não vai mudar. Por isso, transmitimos a informação de que a urna eletrônica é confiável, que podemos votar em que quisermos, sem medo. Queremos que o eleitor se sinta dono do seu voto, tenha compromisso consigo e confie no sigilo da urna”, explica.
A peça “Democracia”, conta a história de “seu João” que não acredita em política e afirma que vai trocar o voto por dinheiro de um candidato. O mote da peça é mostrar que o eleitor pode dizer sim aos candidatos, aos patrões, aos donos das fazendas, mas na hora de votar é ele quem decide. A linguagem fácil e regional faz o público se aproximar do tema e ficar atento às informações.
“No primeiro momento o público acha que estamos fazendo campanha para político, depois se surpreende quando abordamos a triste realidade do estado, e logo concorda e aplaude”, informa João Valente, que pretende ampliar a circulação de peça nos próximos anos.

SAIBA MAIS:
http://www.institutosalt.blogspot.com/ 
http://www.alagoas24horas.com.br/eleicao2010/?vCod=92507 
http://www.almagis.com.br/conexao/VisualizarConteudo.asp?CodConteudoConexao=1982&Codpasta=149%20 

Fogo (muy) amigo

Torre de papel

 

O sonho de todo profissional que trabalha na TV Educativa é ver a imagem da emissora ser captada em todo o estado de Alagoas. Afinal, ninguém gosta de produzir ou apresentar programas numa TV que ninguém vê. Há muito se sabe que o problema da falta de alcance está nas “zonas de sombra” que a torre atual, mal localizada, não consegue superar. Técnicos chegaram à conclusão que somente uma nova torre, implantada em lugar adequado, poderia equacionar o débil e anemico sinal da TV pública das Alagoas.
A atual gestão do IZP iniciou estudos para resolver o impasse. Mas nunca o debateu com a devida profundidade e transparência com a ATRIZP, entidade que representa os servidores, e que poderia contribuir para que soluções fossem encontradas em prazo razoável.
Agora, de repente, a toque de caixa, e na reta final da campanha eleitoral, alguém derrubou quatro coqueiros da pracinha defronte à entrada da TV, cercou o local, construiu fundações e começou a levantar algo parecido com uma torre.
A maioria absoluta dos servidores não tem a mínima idéia de onde vem o dinheiro para a empreitada, qual a empresa encarregada da obra, ou mesmo o nome do engenheiro responsável pela construção, já que a ausência de placas identificadoras no local, exigência prevista em lei, espraia uma névoa de mistério em torno do projeto.
Também não existe qualquer indicativo de que a obra, até agora fantasma, tenha passado pela fiscalização do IBAMA, órgão encarregado de emitir laudos sobre o impacto ambiental que uma construção desse tipo e porte pode causar ao meio ambiente.
É importante lembrar que a torre, por meio do transmissor, emite radiação voltaica que atinge seus arredores com grande potência, podendo causar doenças graves como o câncer e a leucemia.
Para quem não sabe, a estrutura está sendo erguida dentro do CEPA, complexo escolar onde estudam centenas crianças e adolescentes que, segundo estudos da Organização Mundial de Saúde, são os mais vulneráveis a este tipo de radiação.
Diante de tantas possíveis irregularidades e da incerteza da validade técnica da tal torre, um grupo de servidores protocolou ofício junto ao Conselho Regional de Engenheira pedindo investigação sobre a legalidade da obra.
Outros ofícios foram encaminhados ao IBAMA e ao Ministério Público solicitando que esses órgãos investiguem quem está por trás da misteriosa construção, quais interesses ela serve, e que medidas podem ser aplicadas para garantir a preservação da saúde de tantos quantos poderão sofrer as conseqüências desastrosas da radiação.
Entre 28 e 30 de setembro, dois operários que trabalham na construção da torre se acidentaram. Um deles machucou o rosto ao ser atingido por uma viga de metal. Outro escorregou e ficou pendurado pelo cinto de segurança, batendo o corpo na estrutura. Com ferimentos nos braços, pernas e cabeça foi  socorrido pelo SAMU e afastado do trabalho por tempo indeterminado.



Maquiagem eleitoreira

Tudo se torna fácil em período eleitoral. Veja, por exemplo, as dependências do IZP. Sujas e abandonadas à própria sorte desde janeiro de 2007, agora, véspera de eleição, recebem providencial maquiagem. Lavagem, pintura, eletrificação, sinalização interna, sofás e poltronas novos na recepção, e até um painel homenageando os servidores risonhos e mal pagos faz parte do pacote caça votos.
Em apenas um mês este governo, danado de bom, executou obras que os servidores reivindicavam há quase quatro anos. O caixa tucano, que, segundo a Gestão Pública, andava franciscano, de repente ficou gordo e generoso, refletindo até no entorno. É só reparar no CEPA.
O complexo educacional, que abriga 11 escolas mais o IZP, também não escapou da maquiagem. A piscina, que o governo chama de "conjunto aquático", e que até a pouco foi criadouro de sapos cururu e mosquitos da dengue, sofreu reforma relâmpago.
As guaritas velhas foram derrubadas e outras construídas em tempo recorde; a grama está sendo cortada e os buracos do campo de futebol tapados; o meio-fio retocado com tinta de primeira; cancelas de ferro nas entradas pretendem controlar o tráfego, enquanto o policiamento promete coibir o tráfico e proteger as autoridades no dia da inauguração. Tudo pelo bem de Alagoas, claro.




Notas pertinentes



  • Abriu-se, na Rádio Educativa, um generoso espaço para os políticos engajados no atual governo. Os chamados “amigos da casa” transformaram as manhãs da emissora num festival de abobrinhas que assola os ouvidos mais sensíves. Antigos e fiéis ouvintes estão indignados com o esquema chapa-branca, que tem provocado fuga de audiência. Muitos acham que a atração deveria se chamar “palanque matinal”. Bom nome, concorda ?

  • O servidor, que trabalha dentro da lei, quer saber dos gestores do IZP como foi celebrado o “acordo” que dispensou um cinegrafista para que o mesmo atue na campanha tucana. E também em que condições foi contratado o “fantasma” que o substitui.  

  • O servidor quer saber ainda que tipo de serviço vem sendo executado por uma equipe da TVE, que desde que a campanha política teve início, vive nas ruas fazendo externas, mas cujo produto do trabalho ninguém conhece.

  • Como nunca há equipe disponível para atender às produções dos programas da Casa, acredita-se que o referido “pessoal de externa” anda empenhado em alguma tarefa muito além da capacidade operacional e intelectual dos profissionais disponíveis no Instituto.

  • Outra curiosidade do servidor é quanto ao grande número de pára-quedistas que vêm pousando no IZP nos últimos meses. Esse povo vem ocupando, sem a menor cerimônia, o lugar dos concursados na produção e na apresentação dos programas. O DRT já foi informado.

  • Ainda neste rastro, o servidor vem notando a ausência de um certo diretor. Ausente de seu posto de trabalho no IZP, a figura pode ser encontrada diariamnte suando a camisa (azul) num comitê eleitoral no interior do Estado. 

  • Um companheiro de uma das emissoras do IZP foi vítima de um recado mal repassado. O rapaz, gente boa, telefonou a um dos colega de setor e pediu: "amigo, se alguém perguntar por mim, diga que eu fui para a portaria". Minutos depois, liga uma mulher e pergunta pelo rapaz. O colega, ainda sob efeito da ressaca provocada pela  farra da noite anterior, deu o recado de bate-pronto, mas trocou duas letras da palavra-chave: "olha, dona, ele mandou avisar que foi para a putaria". A mulher que ligou é esposa do infeliz e, por isso, ele faz um apelo dramático para que  O Tagarela promova uma campanha urgente que seja capaz de convencer a esposa a deixá-lo voltar para o doce lar.                         

Belas Artes

O vídeo mostra uma dança de Eleanor Powell e Fred Astaire, no filme Melodia da Broadway, de 1940, sapateando "Begin the Begine ", de Cole Porter.
Na opinião de especialistas, é o melhor número de sapateado do mundo, em todos os tempos.
Incrivelmente, consta que a dança foi filmada sem cortes, e em tomada única.
Como diz o Frank Sinatra no áudio sobreposto: " Nunca mais se verá algo assim".
Agora, aprecie o vídeo!



Reflexões

Navegando pela Net sem se preocupar com convicções ideológicas, religiosas, filosóficas ou partidárias, O Tagarela pinçou postagens dignas de reflexão. Confira.  


Filhos da Terra


Antes de querer deixar um Planeta melhor para nossos filhos, precisamos deixar filhos melhores para nosso Planeta. Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...


Chique é ser feliz


Trecho do livro A quem interessar possa - de Gilka Aria

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes. Mas que, sem querer, atrai todos os olhares, porque tem brilho próprio.
Chique mesmo é quem é discreto, não faz perguntas inoportunas, nem procura saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre e abominar a mania de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e as pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder nunca. Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é honrar a sua palavra. É ser grata a quem lhe ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre do quanto que a vida é breve e de que vamos todos para o mesmo lugar.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor. Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!


Redação que venceu concurso da UNESCO em 2008

Tema: "Como vencer a pobreza e a desigualdade"

Pátria, madrasta vil

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?

Este texto de Clarice Zeitel, 26 anos, então estudante de Direito da UFRJ, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários e recebeu um prêmio da UNESCO. Foi incluído num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO

Propostas

Este espaço é reservado a todos os servidores do IZP que desejarem apresentar propostas para as várias áres do Instituto. Hojé, é o jornalista Jimmy Carter Mendoça, diretor de programas da TVE, que pede espaço para demonstrar sua tese de estruturação organizacional para televisão.



PROPOSTA
NOVA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
TV Educativa

 
 

Em todo o mundo, as grandes emissoras de TV adotam um fluxo de trabalho baseado na interrelação e dependência entre os vários departamentos que complementam e finalizam uma produção áudio-visual.

É necessário conduzir a TVE até uma nova estrutura organizacional que não paralise a demanda do fluxo de trabalho.

JUSTIFICATIVA

Às vésperas de completar 5 anos de exercício, o recente quadro de servidores efetivos da TVE sofreu, durante esse período, profundas alterações em sua dinâmica de funcionamento, levando a maioria dos seus profissionais a desviar ou acumular função; fato que vem desfalcando a emissora em algumas atividades.

PROPOSTA

Reordenar os servidores às suas funções originais para atender à demanda real de produção da TVE.
Por exemplo: os produtores executariam estritamente suas funções, e estariam voltados para sanar as necessidades de qualquer produção da TV. 

Criar dois núcleos de produção de programas para elaborar todos os projetos áudio-visuais da TV, buscando excelência em conteúdos, e desenvolver formatos criativos e inovadores, com finalidades educativas, artísticas, culturais, científicas e informativas.



Criar o setor de Produção Áudio-visual. O setor, atualmente semelhante ao proposto, composto por três produtores gráfico-visuais, agregaria à equipe um sonoplasta, profissional indispensável no processo de pós-produção.

 Elevar os produtores-executivos à categoria de coordenadores de programas jornalísticos.

Formar a Comissão Editorial da TVE, com o objetivo de opinar sobre a linha editorial das produções e da programação da TVE, além de fiscalizar a execução e qualidade das atividades, inclusive o cumprimento de metas estabelecidas. A Comissão deve ser composta por seis participantes: diretor(a) de TVE, diretor(a) de jornalismo, dois diretores de programas e dois produtores-executivos.





ORGANOGRAMA DA TV EDUCATIVA



CONSIDERAÇÃO FINAL:

Essas alterações visam à eficiência na execução de projetos, como a redução do tempo de produção, das perdas materiais, e de danos nos relacionamentos laborais.




Jimmy Mendonça
Diretor de programas

Humor

UM JUDEU CONVERSANDO COM DEUS



Homem: Deus?
Deus: Sim?
Homem: Eu posso lhe perguntar algo?
Deus: Claro!
Homem: O que é um milhão de anos é para você?
Deus: Um segundo.
Homem: E um milhão de dólares?
Deus: Um centavo.
Homem: Deus, você pode me dar um centavo?
Deus: Espere um segundo.


PODE??? COISA DE MULHER...


Classe é classe...

O marido chega em casa as 18:00h e diz a mulher que teria uma reunião às 22:00h, mas que ele não iria pois considerava isto um absurdo. Mas a mulher, preocupada com o marido, o convence que o trabalho é importante. O maridão esperto então vai tomar um banho para se preparar e pensa:  'Foi mais fácil do que eu pensava!'

Como toda mulher, quando o homem entra no banho ela revista o bolso do seu paletó e encontra um bilhete onde estava escrito: 'Amor, estou esperando por você para comermos um pato ao molho branco. Beijão, Sheila'.

Quando o marido sai do banho encontra sua mulher com uma camisolinha transparente, sem calcinha, toda fogosa deitada de bruços. O marido, ao ver aquela bundinha sob a transparência não resiste e cai matando. A mulher lhe dá um trato completo e ele, exausto, vira pro lado e adormece. Quando vai chegando a hora, a mulher acorda o marido, que não quer mais ir a reunião, mas novamente ela o convence da importância do trabalho.

Ao chegar na casa da amante, o cara está arrasado. Cansado, diz a ela que hoje trabalhou muito e que só iria tomar um banho e descansar um pouco. Como toda mulher, ao entrar no banho ela revista o bolso de seu paletó, e encontra um bilhete onde estava escrito: 'Querida Sheila, o pato foi, mas o molho branco ficou todo aqui.  Beijão, A Esposa. '

(Luis Fernando Veríssimo)


GANÂNCIA 

O Casal estava jogando golfe no quintal quando na terceira tacada o marido diz:
- Querida, tome cuidado ao acertar a bola, não vá mandá-la numa dessas casas e quebrar uma vidraça. Vai custar uma fortuna para consertar.
Mal termina a frase, ela dá a tacada e estilhaça uma vidraça.
O marido se desespera:
- Eu disse para tomar cuidado!
- E agora, como vai ser ?
- Vamos até lá pedir desculpas e ver quanto vai ser o prejuízo.
Eles batem à porta e ouvem uma voz:
- Podem entrar.
Eles abrem a porta e vêem vidro espalhado pelo chão e uma garrafa quebrada perto da lareira.
Um homem sentado no sofá diz:
- Vocês são os que quebraram a minha janela?
- Sim. Sentimos muito e queremos pagar o prejuízo. - responde o marido.
- De jeito nenhum. Eu que quero agradecer-lhes. Sou um gênio que estava preso nesta garrafa há milhares de anos. Vocês me libertaram. Posso conceder três desejos. Eu dou um desejo a cada um e guardo o terceiro para mim.
- Que legal! - diz o marido. - Quero um milhão de dólares por ano, pelo resto de minha vida.
- Sem problema. É o mínimo que eu posso fazer. E você, o que gostaria de pedir? - diz o gênio olhando para a esposa.
- Quero uma casa em cada país do mundo, ela responde.
- Pode considerar seu desejo realizado. - diz o gênio.
- E qual é seu desejo, gênio ? - o marido pergunta.
- Bem, desde que fiquei preso nesta garrafa há milhares de anos não tive mais a oportunidade de fazer sexo. Meu desejo é ter sexo com sua mulher.
O marido olha para sua esposa e diz:
- Bem,querida, nós ganhamos um monte de dinheiro e todas essas casas. Acho que ele não está pedindo muito.
O gênio leva a mulher para o quarto e passa duas horas com ela. Depois de terminar, ao se vestirem, o gênio olha para ela e pergunta:
- Quantos anos tem seu marido?
- 35.
- E você ?
- 29.
- Caramba! E vocês ainda acreditam em gênios????

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