quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Tagarela - Edição nº 4

Editorial


Nosso editorial de hoje talvez seja o menor do mundo, se resumindo a um único aviso: Para desespero de muita gente e alegria dos que desejam um IZP feliz e funcionando em favor do povo alagoano, O Tagarela está de volta, perturbando a paz dos picaretas.

Depoimento



Sindicalista desmascara

Paulinho Guedes


Em depoimento ao O Tagarela, Joelson Messias da Silva, diretor da Força Sindical em Alagoas, confirma que Paulinho Guedes, presidente do Sindicato dos Radialistas, foi à central sindical pedir apoio para a Chapa Novos Rumos durante a campanha eleitoral para eleger a diretoria da Associação dos Trabalhadores do IZP (ATRIZP).

No dia da eleição (15 de março), Paulinho, numa atitude covarde, digna de menino amarelo, mandou publicar no jornal Tribuna Independente uma nota assinada por ele na qual negava estar apoiando a Novos Rumos.

O fato teve influência imediata na eleição, já que os adversários se utilizaram da nota para convencer eleitores que a Novos Rumos mentia quando dizia ter o apoio Sindicato dos Radialistas, e que o panfleto, com as declarações de Paulinho, era falso.

É importante lembrar que no dia 12/3 (três dias antes da eleição), Paulinho se reuniu com seis de nossos representantes, reiterou seu apoio incondicional a Novos Rumos, aprovou o texto de apoio (publicado no panfleto) e pediu ainda que publicássemos uma foto dele segurando o microfone da Difusora, emissora onde ele apresenta um programa semanal. 

Além disso, em novembro e dezembro do ano passado, Paulinho recebeu os membros da Novos Rumos na sede do Sindicato dos Radialistas, ocasião em que colocou o advogado de seu sindicato à disposição da chapa. Nessa mesma época, acompanhou seus representantes à Força Sindical, onde foi pedir apoio.

Como se não bastasse, Paulinho Guedes participou de uma das reuniões no Ministério Público, quando a Novos Rumos denunciou os desmandos do senhor João Luiz Valente,  que, na época, se utilizava de todos os artifícios para que a eleição não ocorresse, já que o mesmo contava com a simpatia da diretoria do IZP, que preferia alguém domesticável no comando da ATRIZP.

Mas como o tempo é o senhor da razão, a verdade dos fatos não demorou a aparecer, jogando luz sobre o episódio nebuloso engendrado pelos velhos picaretas de plantão. O depoimento de Joelson, abaixo, não deixa dúvidas sobre quem mentiu nessa história. Assista, reflita, analise e entenda como agem os profissionais do fisiologismo, que fizeram do IZP seu laboratório de bravatas.



A ingerência tucana

Mas se a eleição foi limpa do ponto de vista técnico, já que esteve sob a vigilância do Ministério Público Estadual, ela foi tremendamente desigual no que se refere às forças em ação. Enquanto a Novos Rumos representou os interesses mais legítimos dos servidores, nossos adversários (vencedores) estavam sob as asas da Casa Grande, que como mãe generosa os apoiou, os amparou e lhes forneceu logística para nos enfrentar, já que nós representávamos o único entrave contra os “esquemas” que beneficiam descaradamente certos grupelhos privilegiados que hoje dominam o IZP.

Apesar de tudo, nos sentimos vitoriosos, já que tivemos que lutar contra forças poderosas, que não mediram conseqüências para nos derrotar. A calúnia, a difamação e as ameaças contra companheiros foram usadas em profusão e sem e o menor pudor. A máquina movida pela Casa Grande uniu chapas-brancas, pelegos e incautos numa aliança que teve como finalidade proteger privilégios e impedir qualquer conquista dos trabalhadores. 



O envolvimento direto da Casa Grande na campanha eleitoral em favor dos nossos adversários desmascarou os que pousavam de defensores dos trabalhadores e de arautos da moralidade, escancarando as portas da verdade para mostrar quem é quem.

Por fim, esses meses de campanha uniu a oposição de forma fraterna. Hoje estamos mais fortes, conscientes e dispostos a prosseguir com o bom combate. Somos irmãos de luta. A defesa por emissoras públicas plurais e democráticas, assim como a busca constante pela melhoria salarial e das condições de trabalho dos servidores do IZP continuam em pauta.



Defesa de direitos



Novos Rumos pede que Judson

defenda servidores do IZP

Deputado Judson Cabral
Tendo em vista a lentidão da atual diretoria da ATRIZP em reagir em defesa dos trabalhadores, o Grupo Novos Rumos, que faz oposição a ela, encaminhou ontem, 1º de maio, carta ao deputado Judson Cabral solicitando que o parlamentar lute para barrar, na Assembléia Legislativa, o projeto de lei do governo tucano, publicado no Diário Oficial de 30 de abril último, que mexe na estrutura de cargos e atribuições dos servidores do IZP.

Pedido semelhante foi encaminhado ao Sindicato dos Jornalistas, por intermédio do diretor Isaias Barbosa. O colunista Célio Gomes, editor do jornal A Gazeta de Alagoas, também recebeu nossa carta e publicou a informação na coluna Fatos e Notícias de hoje, quarta-feira, 2 de maio. Espera-se que agora a diretoria da ATRIZP, recentemente eleita, acorde e cumpra seu papel no sentido de mobilizar os trabalhadores em defesa de seus interesses imediatos.

Leia a carta, abaixo.


Maceió, 1º de maio de 2012



Ao Deputado
JUDSON CABRAL
Nesta


Prezado Companheiro:


Governo dá presente de grego aos trabalhadores do IZP

O Diário Oficial de Alagoas de segunda-feira, 30 de abril de 2012, traz em suas páginas 2, 3 e 4 a Mensagem de número 16/2012, onde governador Teotônio Vilela Filho apresenta ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Fernando Toledo, Projeto de Lei que dá novas denominações aos cargos do quadro de servidores do Instituto Zumbi dos Palmares, redefinindo suas atribuições. 
Segundo o governador, a iniciativa visa corrigir supostas incorreções e deficiências constantes na Lei Estadual nº 6.327, de 3 de julho de 2002, que estariam afetando a gestão de pessoas, a eficiências da instituição e, conseqüentemente, a atividade fim da Entidade.     
Na visão do Grupo Novos Rumos, que faz oposição à atual diretoria da Associação dos Servidores (ATRIZP), aliada do governo tucano, o Projeto de Lei tem por principal finalidade enxugar o quadro de concursados aprovados no certame de 2004 e pagar valores menores a servidores especializados.
Atualmente, o quadro do IZP é constituído de servidores de níveis fundamental, médio e superior, com funções bem definidas pela Lei 6.327, e que foram escolhidas por cada trabalhador no momento do concurso.  Mas o Projeto de Lei proposto pelo governo pretende transformar o quadro funcional num verdadeiro “Samba do crioulo doido”.
Senão, vejamos:
Pela lei proposta, quem atua hoje nas áreas de administração, contabilidade, eletrotécnica, eletrônica, radiodifusão e locução (nível médio), passa a ser Técnico em Comunicação, fato que se torna uma aberração funcional, já que contabilistas, funcionários administrativos, eletrotécnicos e técnicos em eletrônica não têm qualquer ligação operacional com o pessoal de radiodifusão ou locutores.
Outra anomalia foi reservada ao pessoal de nível superior. Se a lei for aprovada, as nove funções de jornalista, que tem especificidades claras, serão fundidas com as de contabilista, engenheiro eletrônico, produtor gráfico visual, relações públicas, secretário executivo e analista de planejamento, transformando todos em Analista de Comunicação.
Já para o pessoal de nível fundamental, o governo reservou a pior parte: extinção dos cargos de auxiliar administrativo, auxiliar de serviços diversos, cabeleireiro, motorista, telefonista e vigia (108 servidores), abrindo a porta para a contratação de terceirizados à medida que os cargos forem vagando.
Ao definir as áreas de atuação, o Projeto de Lei comete mais um ato falho ao misturar no mesmo bolo da radiodifusão, operadores de câmeras, operadores de controle mestre, controladores de estoque, iluminadores e programadores de rádio e TV, funções totalmente incompatíveis.
Nessa questão específica (a da radiodifusão) o governo resiste à criação do cargo de repórter cinematográfico, profissional responsável pela captação das imagens no telejornalismo. Essa função é exercida exclusivamente por jornalistas, cujo piso é de  R$ 2.300,00. Mas mantendo o operador de câmera – função que pode ser exercida por alguém de nível médio – o governo desembolsará apenas metade desse valor.
Portanto, se o projeto virar lei, o governo vai obrigar que profissionais que prestaram concurso para atuar em determinada área passem a atuar em outras completamente diferentes sem que tenham o preparo necessário para a função. E quem não se adaptar poderá ser exonerado por incompatibilidade funcional ou mesmo incompetência. É a forma que os tucanos encontraram para desmontar o IZP.
Dessa forma, solicitamos ao companheiro providências no sentido de tentar obstruir a votação desse Projeto de Lei na Assembléia.

Grato,

Grupo Novos Rumos
Oposição à atual Diretoria da
Associação dos Servidores do IZP
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