quarta-feira, 2 de maio de 2012

Defesa de direitos



Novos Rumos pede que Judson

defenda servidores do IZP

Deputado Judson Cabral
Tendo em vista a lentidão da atual diretoria da ATRIZP em reagir em defesa dos trabalhadores, o Grupo Novos Rumos, que faz oposição a ela, encaminhou ontem, 1º de maio, carta ao deputado Judson Cabral solicitando que o parlamentar lute para barrar, na Assembléia Legislativa, o projeto de lei do governo tucano, publicado no Diário Oficial de 30 de abril último, que mexe na estrutura de cargos e atribuições dos servidores do IZP.

Pedido semelhante foi encaminhado ao Sindicato dos Jornalistas, por intermédio do diretor Isaias Barbosa. O colunista Célio Gomes, editor do jornal A Gazeta de Alagoas, também recebeu nossa carta e publicou a informação na coluna Fatos e Notícias de hoje, quarta-feira, 2 de maio. Espera-se que agora a diretoria da ATRIZP, recentemente eleita, acorde e cumpra seu papel no sentido de mobilizar os trabalhadores em defesa de seus interesses imediatos.

Leia a carta, abaixo.


Maceió, 1º de maio de 2012



Ao Deputado
JUDSON CABRAL
Nesta


Prezado Companheiro:


Governo dá presente de grego aos trabalhadores do IZP

O Diário Oficial de Alagoas de segunda-feira, 30 de abril de 2012, traz em suas páginas 2, 3 e 4 a Mensagem de número 16/2012, onde governador Teotônio Vilela Filho apresenta ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Fernando Toledo, Projeto de Lei que dá novas denominações aos cargos do quadro de servidores do Instituto Zumbi dos Palmares, redefinindo suas atribuições. 
Segundo o governador, a iniciativa visa corrigir supostas incorreções e deficiências constantes na Lei Estadual nº 6.327, de 3 de julho de 2002, que estariam afetando a gestão de pessoas, a eficiências da instituição e, conseqüentemente, a atividade fim da Entidade.     
Na visão do Grupo Novos Rumos, que faz oposição à atual diretoria da Associação dos Servidores (ATRIZP), aliada do governo tucano, o Projeto de Lei tem por principal finalidade enxugar o quadro de concursados aprovados no certame de 2004 e pagar valores menores a servidores especializados.
Atualmente, o quadro do IZP é constituído de servidores de níveis fundamental, médio e superior, com funções bem definidas pela Lei 6.327, e que foram escolhidas por cada trabalhador no momento do concurso.  Mas o Projeto de Lei proposto pelo governo pretende transformar o quadro funcional num verdadeiro “Samba do crioulo doido”.
Senão, vejamos:
Pela lei proposta, quem atua hoje nas áreas de administração, contabilidade, eletrotécnica, eletrônica, radiodifusão e locução (nível médio), passa a ser Técnico em Comunicação, fato que se torna uma aberração funcional, já que contabilistas, funcionários administrativos, eletrotécnicos e técnicos em eletrônica não têm qualquer ligação operacional com o pessoal de radiodifusão ou locutores.
Outra anomalia foi reservada ao pessoal de nível superior. Se a lei for aprovada, as nove funções de jornalista, que tem especificidades claras, serão fundidas com as de contabilista, engenheiro eletrônico, produtor gráfico visual, relações públicas, secretário executivo e analista de planejamento, transformando todos em Analista de Comunicação.
Já para o pessoal de nível fundamental, o governo reservou a pior parte: extinção dos cargos de auxiliar administrativo, auxiliar de serviços diversos, cabeleireiro, motorista, telefonista e vigia (108 servidores), abrindo a porta para a contratação de terceirizados à medida que os cargos forem vagando.
Ao definir as áreas de atuação, o Projeto de Lei comete mais um ato falho ao misturar no mesmo bolo da radiodifusão, operadores de câmeras, operadores de controle mestre, controladores de estoque, iluminadores e programadores de rádio e TV, funções totalmente incompatíveis.
Nessa questão específica (a da radiodifusão) o governo resiste à criação do cargo de repórter cinematográfico, profissional responsável pela captação das imagens no telejornalismo. Essa função é exercida exclusivamente por jornalistas, cujo piso é de  R$ 2.300,00. Mas mantendo o operador de câmera – função que pode ser exercida por alguém de nível médio – o governo desembolsará apenas metade desse valor.
Portanto, se o projeto virar lei, o governo vai obrigar que profissionais que prestaram concurso para atuar em determinada área passem a atuar em outras completamente diferentes sem que tenham o preparo necessário para a função. E quem não se adaptar poderá ser exonerado por incompatibilidade funcional ou mesmo incompetência. É a forma que os tucanos encontraram para desmontar o IZP.
Dessa forma, solicitamos ao companheiro providências no sentido de tentar obstruir a votação desse Projeto de Lei na Assembléia.

Grato,

Grupo Novos Rumos
Oposição à atual Diretoria da
Associação dos Servidores do IZP

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