Federalização do IZP
Mistério desvendado
Mistério desvendado
Desde a semana passada, uma onda de boatos toma
conta do IZP. A “Rádio Corredor” tratou de espalhar a informação segunda a qual
o Instituto seria federalizado por conta de uma suposta parceria com o
Instituto Federal de Alagoas (IFAL), antigo CEFET.
Há quase dez dias grupinhos de servidores se reúnem
para discutir a novidade. Uns dizem que está tudo certo: “O IZP vai virar órgão
federal”, já outros afirmam que tudo não passa de especulação sem pé e sem
cabeça. Há, também, os otimistas, que já fazem as contas de quanto o salário
vai aumentar quando os izepenianos forem
transformados em servidores de dona Dilma.
Para acabar com a indústria do boato, O Tagarela foi direto ao ponto,
entrevistando, na noite terça (4/12/12), o professor Sérgio Teixeira Costa,
reitor do IFAL, que recebeu nossa equipe em seu gabinete, no bairro na Jatiúca.
Confira a entrevista no vídeo abaixo e tire suas dúvidas.
Uma torre no
meio do caminho
Talvez
o maior obstáculo para que o IFAL firme parceria com o IZP é a torre de
televisão. Inaugurada com pompa e circunstância em 2 de agosto de 2011 com a
presença do governador Teotônio Vilela, a estrutura de quase cem metros
instalada em frente à entrada da TVE, e que custou mais de 1 milhão de reais
aos combalidos cofres públicos alagoanos, não passa de um grande e inútil
elefante branco.
Segundo
técnicos do IZP que preferem não se identificar, a torre já teria nascido
troncha. “No dia da inauguração o transmissor utilizado era incompatível com
aquele no qual a equipe havia treinado e se familiarizado”, diz um dos
técnicos, “fazendo com que até hoje a TVE não consiga ser captada nem nos arredores
do CEPA, onde esta sediada”.
No
dia da inauguração, um “baba-ovo” de plantão assegurou ao governador que a TVE
seria captada em 80% do estado. Entretanto o que se tem até agora é um sinal de
TV que praticamente sumiu do ar. A TVE, canal 3 (aberto), não consegue ser
captada na maioria absoluta dos bairros da capital e muito menos em outros
municípios. Já o canal 6 (fechado), transmite o pior sinal das tevês fechadas,
fato que dá à TV Educativa de Alagoas o jocoso título de a “A TV que ninguém vê”.
A
torre, conhecida hoje entre os izepenianos
como “Poleirão do Gonzalez”, em alusão ao seu idealizador – já que só é útil
para os pássaros que lá fazem seus ninhos – pode ser a pedra no caminho para
uma futura negociação entre o IFAL e o IZP.
“Quem,
em sã consciência, vai querer negociar uma parceria que envolve transmissão de
rádio e TV com um parceiro que tem equipamentos sucateados?”, pergunta um
servidor que torce para que o IZP consiga sair das mãos do Estado e, assim,
passar a existir para a população alagoana, onde mais de 75% das pessoas
simplesmente desconhecem a existência da TVE.
A desgraça nossa
de cada dia
A possibilidade de uma parceria entre o IFAL e o IZP acende no coração do servidor a esperança de que o Instituto, atualmente en-tregue às moscas pelo governo tucano, possa ser revitalizado, reequipado e modernizado. E isso não pode ser feito sem a capa-citação e a conseqüente melhoria salarial do servidor, que na gestão Téo Vilela vive de pires na mão.
Caso
essa sonhada parceria ocorra, o caminho pela melhora salarial ainda é longo,
devendo passar por convênios trabalhistas,
estabelecidos juridicamente por meio de um processo de negociação onde
os servidores precisarão estar à testa das negociações.
Mas
para que isso ocorra, o primeiro passo é que o servidor faça a lição de casa: é
fundamental que a atual diretoria da Associação de Servidores (ATRIZP), atualmente comandada pelo cinegrafista João Luiz Valente, seja destituída por
absoluta incompetência e ineficácia.
Motivo:
Eleita em 15 de março do corrente ano, a chapa Ação Legal (vencedora das
eleições) e escandalosamente apoiada pela Diretora do IZP e o governo tucano,
não moveu uma palha para melhorar a situação dos servidores.
Enquanto a grande maioria das categorias do
funcionalismo estadual conquistou aumento salarial além do reajuste anual, a
ATRIZP ficou inerte. Não promoveu, sequer, uma reunião para discutir salário.
Além disso, o João Valente encaminhou recente
mensagem aos associados praticamente se auto-proclamando ditador vitalício da Associação, já que enfatiza que está
modificando (sozinho) o Estatuto da entidade para perpetuar-se no poder, e
mexendo no projeto PCC sem a participação da Assembléia, que é a instância
soberana dos associados.
Mas é importante que todos saibam que a
oposição, representada pelo Grupo Novos
Rumos, está atenta e acompanhado todos os passos do nosso “Mussoline de
Padaria”, devendo agir no momento oportuno.

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