quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Matéria especial


Federalização do IZP 
Mistério desvendado

Desde a semana passada, uma onda de boatos toma conta do IZP. A “Rádio Corredor” tratou de espalhar a informação segunda a qual o Instituto seria federalizado por conta de uma suposta parceria com o Instituto Federal de Alagoas (IFAL), antigo CEFET.
Há quase dez dias grupinhos de servidores se reúnem para discutir a novidade. Uns dizem que está tudo certo: “O IZP vai virar órgão federal”, já outros afirmam que tudo não passa de especulação sem pé e sem cabeça. Há, também, os otimistas, que já fazem as contas de quanto o salário vai aumentar quando os izepenianos forem transformados em servidores de dona Dilma.
Para acabar com a indústria do boato, O Tagarela foi direto ao ponto, entrevistando, na noite terça (4/12/12), o professor Sérgio Teixeira Costa, reitor do IFAL, que recebeu nossa equipe em seu gabinete, no bairro na Jatiúca. Confira a entrevista no vídeo abaixo e tire suas dúvidas.



Uma torre no meio do caminho

Talvez o maior obstáculo para que o IFAL firme parceria com o IZP é a torre de televisão. Inaugurada com pompa e circunstância em 2 de agosto de 2011 com a presença do governador Teotônio Vilela, a estrutura de quase cem metros instalada em frente à entrada da TVE, e que custou mais de 1 milhão de reais aos combalidos cofres públicos alagoanos, não passa de um grande e inútil elefante branco.
Segundo técnicos do IZP que preferem não se identificar, a torre já teria nascido troncha. “No dia da inauguração o transmissor utilizado era incompatível com aquele no qual a equipe havia treinado e se familiarizado”, diz um dos técnicos, “fazendo com que até hoje a TVE não consiga ser captada nem nos arredores do CEPA, onde esta sediada”.
No dia da inauguração, um “baba-ovo” de plantão assegurou ao governador que a TVE seria captada em 80% do estado. Entretanto o que se tem até agora é um sinal de TV que praticamente sumiu do ar. A TVE, canal 3 (aberto), não consegue ser captada na maioria absoluta dos bairros da capital e muito menos em outros municípios. Já o canal 6 (fechado), transmite o pior sinal das tevês fechadas, fato que dá à TV Educativa de Alagoas o jocoso título de a “A TV que ninguém vê”.
A torre, conhecida hoje entre os izepenianos como “Poleirão do Gonzalez”, em alusão ao seu idealizador – já que só é útil para os pássaros que lá fazem seus ninhos – pode ser a pedra no caminho para uma futura negociação entre o IFAL e o IZP.
“Quem, em sã consciência, vai querer negociar uma parceria que envolve transmissão de rádio e TV com um parceiro que tem equipamentos sucateados?”, pergunta um servidor que torce para que o IZP consiga sair das mãos do Estado e, assim, passar a existir para a população alagoana, onde mais de 75% das pessoas simplesmente desconhecem a existência da TVE.

A desgraça nossa de cada dia


A possibilidade de uma parceria entre o IFAL e o IZP acende no coração do servidor a esperança de que o Instituto, atualmente en-tregue às moscas pelo governo tucano, possa ser revitalizado, reequipado e modernizado. E isso não pode ser feito sem a capa-citação e a conseqüente melhoria salarial do servidor, que na gestão Téo Vilela vive de pires na mão.
Caso essa sonhada parceria ocorra, o caminho pela melhora salarial ainda é longo, devendo passar por convênios trabalhistas,  estabelecidos juridicamente por meio de um processo de negociação onde os servidores precisarão estar à testa das negociações.
Mas para que isso ocorra, o primeiro passo é que o servidor faça a lição de casa: é fundamental que a atual diretoria da Associação de Servidores (ATRIZP), atualmente comandada pelo cinegrafista João Luiz Valente, seja destituída por absoluta incompetência e ineficácia.
Motivo: Eleita em 15 de março do corrente ano, a chapa Ação Legal (vencedora das eleições) e escandalosamente apoiada pela Diretora do IZP e o governo tucano, não moveu uma palha para melhorar a situação dos servidores.
Enquanto a grande maioria das categorias do funcionalismo estadual conquistou aumento salarial além do reajuste anual, a ATRIZP ficou inerte. Não promoveu, sequer, uma reunião para discutir salário.
Além disso, o João Valente encaminhou recente mensagem aos associados praticamente se auto-proclamando ditador vitalício da Associação, já que enfatiza que está modificando (sozinho) o Estatuto da entidade para perpetuar-se no poder, e mexendo no projeto PCC sem a participação da Assembléia, que é a instância soberana dos associados.
Mas é importante que todos saibam que a oposição, representada pelo Grupo Novos Rumos, está atenta e acompanhado todos os passos do nosso “Mussoline de Padaria”, devendo agir no momento oportuno. 

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