sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eleições 2010

Não vá às urnas sem antes ler esta página

Refrescando a memória

Segundo o blog do jornalista Odilon Rios, advogados de uma produtora da Paraíba encaminharam uma notificação extrajudicial ao deputado federal e candidato ao Senado, Benedito de Lira (PP). Ele é acusado de usar ilegalmente imagens institucionais do Governo paraibano em seu guia eleitoral.
Eles dizem que as imagens usadas na televisão, no guia de Benedito de Lira, mostrando escolas, hospitais e construção de casas - apontando como obras do deputado em execução por todo o Estado de Alagoas - não foram filmadas aqui, mas, sim, pelo Governo da Paraíba, em agosto de 2009.
A empresa em questão é a Hit's Produções Ltda. Ano passado, foi contratada pelo Governo da Paraíba para mostrar as realizações do Executivo. Chamou atores, elaborou cenários.
O blog teve acesso às imagens paraibanas e alagoanas, mostradas no guia de Benedito de Lira. Elas são idênticas.
"Houve lesão de direito autoral. Os atores foram contratados para usar suas imagens na Paraíba, não em Alagoas. Pedimos ressarcimento", disse o advogado da Hit's Produções, Sheyner Yasbeck Asfora. Ele viajou hoje, de Alagoas a Paraíba. Antes, entregou a notificação extrajudicial no comitê do deputado.
Ouvida pelo blog, a assessoria de Benedito de Lira negou que as imagens mostradas no Guia Eleitoral sejam plagiadas. Teriam sido feitas este ano pela produtora alagoana VTK Produções.

Clique nos endereços abaixo e tire suas conclusões.


Segundo a Controladoria Geral da União – CGU, cerca de 40% dos recursos federais que vão para Alagoas são desviados. De acordo com a Polícia Federal, este volume pode chegar a 50%. Leia mais em:

O esquema fraudulento descoberto pela Operação Sanguessuga, da PF, e que se baseava na venda irregular de ambulâncias pela empresa Planam, em pelo menos 100 cidades de 11 Estados brasileiros, envolve o nome de 64 parlamentares - um senador e 63 deputados. Denunciados: Benedito de Lira, Helenildo Ribeiro (já falecido) e João Caldas. Leia mais em:

Na Operação Taturana, a Polícia Federal indiciou, e a Justiça está processando, nove deputados estaduais de Alagoas, acusados de integrar uma organização criminosa que desviou R$ 320 milhões nos últimos cinco anos da folha de pagamento da Assembléia Legislativa. Segundo o delegado da PF Jandelyer Gomes, que presidiu o inquérito, há provas robustas contra Antônio Albuquerque, Artur Lira (filho de Benedito de Lira), Cícero Ferro, Edval Gaia, Maurício Tavares, Marcos Ferreira, João Beltrão, Nelito Gomes de Barros, Dudu Albuquerque e Isnaldindo Bulhões. Leia mais em:

O modus operandi da organização criminosa dos Taturanas era passado de pai para filho, típico da máfia siciliana. É o caso dos deputados Benedito de Lira (federal) e seu filho Artur Lira (estadual), que sempre fizeram dobradinha nas eleições e também nas trampolinagens com dinheiro público. Em tempo: Bil de Lira e seu filhote são apoiados, nesta eleição, pelo governador Teotônio Vilela. Leia mais em:

Escândalos envolvendo presidentes são mais comuns do que os eleitores gostariam. Nosso primeiro presidente civil eleito por voto direto depois da ditadura militar foi também o primeiro a sofrer um processo de impeachment por corrupção. O caso envolvendo Fernando Collor de Mello estourou em outubro de 1991 e o processo de cassação começou sete meses depois. Em setembro de 1992, o povo, de cara pintada, foi às ruas e enxotou Collor do Planalto. 

Todos os Estados da Nação recebem verbas federais. Mas Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte, por exemplo, estão bem mais desenvolvidos que Alagoas. A grande diferença é que aqui nossos corruptos são mais esfomeados. Já tivemos presidente do Brasil e do Senado, e Alagoas nada ganhou com isso. Muito ao contrário, virou motivo de vergonha e gozação nacional. Com a permanência destes no poder nunca avançaremos de verdade.



Justiça confirma:

Ronaldo Lessa é candidato ao governo do Estado.





Campanha contra corrupção eleitoral
chega às feiras livres de Alagoas

Salt Mambembe se apresenta em feiras livres

Uma iniciativa pioneira em Alagoas tem levado informação e conscientização aos pequenos agricultores e pecuaristas do interior sobre o voto livre e a segurança da urna eletrônica no processo eleitoral. Pesquisa recente divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL) revela que 72% dos eleitores são analfabetos. Assim, ao invés da simples distribuição de panfletos e cartilhas educativas, o teatro mambembe vai às feiras livres.
O projeto Salt Mambembe do Instituto Sal da Terra (Salt) é uma ONG que há três anos trabalha a consciência crítica dos alagoanos com fins na construção de uma realidade melhor, tem percorrido os municípios do interior onde apresenta a peça.
João Luis Valente, nosso companheiro aqui do IZP e diretor da ONG, explica que até o último pleito as campanhas dirigidas à população enfatizavam a punição para eleitores que vendem o voto como forma de coibir a corrupção eleitoral. “Essas campanhas apenas tornavam claro que o eleitor era o grande vilão do processo eleitoral e deveria ser punido. O que não surte muito efeito, tendo em vista que os eleitores sabem que os políticos não vão parar de oferecer benefícios materiais em troca do voto. Quem está passando fome e desamparado, sem poder contar com os serviços de saúde, não vai dispensar uma consulta médica, nem comida, ninguém diz não”, diz o diretor.
Ainda segundo Valente, muitos eleitores ainda trocam votos por benefícios materiais. Por este motivo a ONG resolveu fazer uma campanha com informações sobre a segurança do voto. “Sabemos que ainda existe a relação de dependência entre os pobres e os patrões, por exemplo, os famosos currais eleitorais. Sabemos que isso não vai mudar. Por isso, transmitimos a informação de que a urna eletrônica é confiável, que podemos votar em que quisermos, sem medo. Queremos que o eleitor se sinta dono do seu voto, tenha compromisso consigo e confie no sigilo da urna”, explica.
A peça “Democracia”, conta a história de “seu João” que não acredita em política e afirma que vai trocar o voto por dinheiro de um candidato. O mote da peça é mostrar que o eleitor pode dizer sim aos candidatos, aos patrões, aos donos das fazendas, mas na hora de votar é ele quem decide. A linguagem fácil e regional faz o público se aproximar do tema e ficar atento às informações.
“No primeiro momento o público acha que estamos fazendo campanha para político, depois se surpreende quando abordamos a triste realidade do estado, e logo concorda e aplaude”, informa João Valente, que pretende ampliar a circulação de peça nos próximos anos.

SAIBA MAIS:
http://www.institutosalt.blogspot.com/ 
http://www.alagoas24horas.com.br/eleicao2010/?vCod=92507 
http://www.almagis.com.br/conexao/VisualizarConteudo.asp?CodConteudoConexao=1982&Codpasta=149%20 

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