domingo, 12 de dezembro de 2010

Editorial

Mais quatro anos de miséria!

Passado um mês e meio da eleição que deu um segundo mandato a Teotônio Villela Filho, o servidor público estadual continua sem a mínima perspectiva de receber reajuste salarial ou reposição inflacionária que possam aliviar sua precária condição financeira.
Durante a campanha, o candidato tucano prometeu que as categorias que não foram contempladas com qualquer reajuste durante os quatros anos de sua pífia gestão, seriam as primeiras beneficiadas neste segundo governo.
Entretanto, o que se vê nesses 45 dias pós-eleitorais é o som de um discurso evasivo e tosco de uma gestão que, ao que tudo indica, vai continuar tratando o servidor com o descaso de sempre.
Nunca é demais lembrar que o PSDB tem como filosofia de governo o “Estado Mínimo”. Em outras palavras, privatizar os serviços públicos, entregando aos amigos do Poder áreas fundamentais como Saúde, Educação, Segurança, Habita-ção, etc., numa política clara de desvalorização do funcionalismo.
Se depender dos tucanos, os servidores estaduais serão extintos gradualmente. A primeira providência para isso está em curso há quatro anos: o achatamento salarial. Ao se sentir desprestigiado e na miséria, o servidor acaba deixando o Estado em busca de um trabalho que lhe proporcione condições para sustentar a família com dignidade, abrindo, assim, caminho para os comissionados, cujo único compromisso se baseia no atendimento dos interesses pessoais e no fortalecimento político de seus padrinhos.
Assim como em outras áreas e autarquias, a situação no IZP é de penúria (leia a tabela salarial na edição nº1). Nesses quatro anos, sem nenhum centavo de reajuste, dezenas de companheiros competentes já debandaram, inviabilizando a melhoria da grade de programação. O desânimo toma conta de produtores, repórteres, técnicos, apresentadores, locutores e profissionais dos setores administrativos e de serviços gerais, que não sabem como irão suportar mais quatro anos de descaso.
Neste contexto, O Tagarela acredita que a única forma de se pressionar o governo a olhar para as condições lasti-máveis dos trabalhadores do IZP, é a união com as outras categorias de servidores por meio da Central Única dos Trabalhadores, que congrega todos os grandes sindicatos e associações do Estado e dispõe de meios de mobilização de massa, instrumentos necessários à luta em comum.
Só assim, caminhando e combatendo juntas, as forças produtoras alagoanas poderão se organizar para denunciar a exploração que o funcionalismo está submetido e cobrar do governo a execução das promessas de campanha. Sem isso, estaremos marchando inevitavelmente para extinção, fato que, com certeza, trará imensa felicidade aos tucanos, inimigos dos servidores.

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